Presos provisórios terão direito ao voto nas eleições de 2026 no Espírito Santo

Votação será organizada pela Justiça Eleitoral dentro das regras previstas para pessoas que ainda não possuem condenação definitiva

Cerca de 1,1 mil pessoas que estão privadas de liberdade no Espírito Santo poderão participar das eleições de 2026. O direito é assegurado aos chamados presos provisórios, que são aqueles que permanecem sob custódia sem uma condenação criminal definitiva.

A legislação eleitoral não retira automaticamente o direito ao voto de uma pessoa apenas pelo fato de ela estar presa. Nos casos em que ainda não houve condenação definitiva, os direitos políticos permanecem preservados, desde que o eleitor esteja regularmente inscrito e cumpra as condições estabelecidas pela Justiça Eleitoral.

Para viabilizar a participação desse público, a Justiça Eleitoral utiliza o sistema de transferência temporária do eleitorado. A medida permite que determinados eleitores votem em uma seção diferente daquela originalmente vinculada ao seu título.

Além dos presos provisórios, o procedimento pode atender adolescentes em unidades de internação e outros grupos previstos nas normas eleitorais.

Condenação definitiva muda situação

A situação é diferente para quem possui condenação criminal definitiva. Nesses casos, os direitos políticos ficam suspensos durante o período previsto pela legislação.

Por isso, a condição jurídica do detento é determinante para definir se ele poderá participar da votação.

Eleição será em outubro

O primeiro turno das eleições gerais de 2026 está marcado para 4 de outubro. No Espírito Santo, os eleitores escolherão representantes para deputado federal, deputado estadual, duas vagas ao Senado, governador e presidente da República.

A organização das seções destinadas aos eleitores em situação de privação provisória de liberdade faz parte da preparação da Justiça Eleitoral para garantir o exercício do voto dentro das regras estabelecidas para o pleito.

A votação ocorrerá sob procedimentos específicos de segurança e logística, considerando as características de cada unidade onde os eleitores estiverem custodiados.

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