Polícia fecha imóvel com aves e pequenos animais vivendo em situação precária; ave morta foi encontrada no local
Uma operação da Polícia Civil fechou um criadouro clandestino de animais no bairro Parque Residencial Laranjeiras, na Serra, após denúncias e investigações relacionadas ao comércio irregular de aves no Espírito Santo.
No imóvel, os agentes encontraram mais de 250 animais mantidos em condições consideradas insalubres, em meio à superlotação, sujeira e sinais de maus-tratos.
Entre os animais resgatados estavam:
- 84 canários-belgas;
- 58 periquitos;
- 49 codornas;
- 17 calopsitas;
- 25 mandarins;
- além de coelhos, porquinhos-da-índia e outras aves.
Uma ave morta também foi localizada durante a operação.
Investigação começou em feira de Vila Velha
Segundo a Polícia Civil, a ação é resultado de uma investigação iniciada anteriormente na Feira de Aribiri, em Vila Velha, onde havia suspeitas de comércio ilegal de animais.
Durante o trabalho investigativo, os policiais identificaram o imóvel na Serra como possível ponto clandestino de criação e armazenamento de aves.
Ao chegarem ao local, os agentes encontraram dezenas de gaiolas e animais vivendo em ambiente inadequado, sem condições mínimas de higiene e bem-estar.
Idoso foi autuado em flagrante
O responsável pelo imóvel, um homem de 61 anos, foi autuado em flagrante por maus-tratos a animais.
A Polícia Civil informou que todos os animais foram recolhidos e entregues a um depositário responsável pelos cuidados veterinários e manutenção adequada.
Comércio ilegal de animais segue movimentando mercado clandestino
Autoridades ambientais alertam que o tráfico e a criação irregular de animais ainda movimentam um mercado clandestino lucrativo no Brasil, alimentado pela venda ilegal em feiras, redes sociais e criadouros improvisados.
Além do sofrimento animal, especialistas destacam riscos sanitários, proliferação de doenças e impactos ambientais causados pela retirada irregular de espécies e pela manutenção inadequada dos animais.
Segundo a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, operações semelhantes devem continuar ocorrendo para combater práticas clandestinas e responsabilizar envolvidos em crimes contra a fauna.
