Grupo investigado pela Polícia Civil invadia condomínios de luxo e acumulou crimes em vários estados
A Polícia Civil do Espírito Santo revelou detalhes do funcionamento de uma quadrilha especializada em furtos de alto valor em condomínios de luxo. Segundo as investigações, o grupo utilizava informações obtidas na dark web para localizar vítimas, descobrir endereços e planejar invasões em imóveis de alto padrão.
O caso ganhou repercussão após o furto ao apartamento de uma escritora e ex-participante de reality show, localizado na Praia da Costa. No crime, ocorrido em março de 2024, foram levados cerca de R$ 700 mil em joias e dinheiro.
De acordo com o Departamento Especializado de Investigações Criminais, os criminosos pesquisavam dados pessoais em plataformas clandestinas hospedadas fora do Brasil. As informações incluíam nomes completos, telefones, endereços, dados financeiros e até contatos das portarias dos condomínios.
Com os dados em mãos, integrantes da quadrilha conseguiam se passar por familiares ou moradores para entrar nos prédios sem levantar suspeitas. Em alguns casos, comparsas ligavam para a portaria fingindo ser residentes e autorizavam a entrada das mulheres envolvidas no esquema.
Segundo a polícia, as suspeitas chegavam aos apartamentos, verificavam se havia alguém no imóvel e depois arrombavam as portas. Após os furtos, deixavam os prédios carregando malas e bolsas com joias, dinheiro e objetos de valor.
Quatro integrantes do grupo foram presos: Maria Luyza Silva de Oliveira, Carolina Arraes de Lima, Rayssa Carneiro de Arruda e Joel da Silva Santana.
As investigações apontam que o grupo atuava em diversos estados do país, incluindo Bahia, Paraná, São Paulo e Espírito Santo. No celular de uma das investigadas, os policiais encontraram imagens de outros furtos semelhantes.
A polícia também investiga a possível participação da quadrilha em outros dois crimes registrados na Grande Vitória, incluindo um furto em Praia de Itaparica, onde aproximadamente R$ 400 mil em bens teriam sido levados.
Segundo os investigadores, o grupo demonstrava alto grau de planejamento, monitoramento prévio das vítimas e conhecimento sobre falhas de segurança em condomínios residenciais.
